"Todos os Estados membros da ONU subscreveram no ano 2000 a Declaração do Milénio, prometendo apoiar uma “parceria global para o desenvolvimento”. Os países pobres concordaram em pôr em prática políticas e orçamentos no sentido de alcançarem os ODM. Em troca, os países ricos concordaram em apoiar os países em desenvolvimento no esforço de atingirem os ODM, em três áreas fundamentais:
O perdão da dívida é crucial para o alcance, dado que para muitos países é impossível pagar a sua dívida externa e transferir recursos para programas de desenvolvimento e serviços sociais. Sem o fardo da dívida, vários países conseguiram melhorar os serviços sociais.
A Ajuda Pública para o Desenvolvimento (APD) fornece aos países em desenvolvimento os recursos adicionais necessários para investir nas reformas cruciais para o desenvolvimento sustentável e para a obtenção dos ODM.
Políticas comerciais que considerassem a situação especial e os obstáculos com que se deparam os países em desenvolvimento na economia global poderiam ter um impacto positivo no desenvolvimento e nos ODM. Dado que 70% da população nos países pobres conta com a agricultura para a sua subsistência, as práticas comerciais injustas têm um impacto acrescido nas pessoas mais pobres."

"O Objectivo 7 incide sobre a melhoria da vida dos habitantes dos países em desenvolvimento através de práticas de desenvolvimento sustentável porque os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) reconhecem que os destinos das pessoas e do ambiente estão interligados.
Dado que 70% da população reside em meios rurais, os países mais pobres do mundo estão muito dependentes da agricultura e são muito vulneráveis à degradação ambiental. Ameaças ambientais como água contaminada colocam sérios desafios de saúde pública. Os conflitos em torno dos recursos naturais têm dividido algumas sociedades e a urbanização exige uma gestão equilibrada destes recursos.
As pessoas pobres dos países em desenvolvimento são particularmente vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas porque estão mais expostas às suas consequências, são mais sensíveis às mudanças e têm menos capacidade de adaptação às novas condições ambientais. Os governos dos países pobres carecem, muitas vezes, de recursos para investir em infra-estruturas que lhes permitam satisfazer as crescentes necessidades nos domínios da água potável, alimentação, abrigo e reabilitação de zonas afectadas pelo clima."

"Nos países pobres, a falta de saúde reduz a produtividade e o rendimento, exacerbando os problemas de saúde, porque as pessoas não podem pagar uma alimentação, habitação e tratamento adequados. A SIDA, em particular, tem um impacto de grande alcance, modificando o tecido social e económico da sociedade africana, dado que as suas vítimas se encontram frequentemente nos seus anos mais produtivos.
Tanto os países ricos como os países pobres estão mais seguros e são mais saudáveis quando previnem as doenças transmissíveis de fácil propagação transfronteiriça. Embora lutar contra estes desafios de saúde globais seja um desafio tremendo – o VIH /SIDA, a malária e a tuberculose causam a morte a seis milhões de pessoas anualmente –, o esforço concertado dos doadores e beneficiários de ajuda mostrou-se eficaz, no passado: a varíola foi erradicada e a poliomielite já não assola a América Latina e as Caraíbas."

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