Mobiliza-te!
Não mates a esperança, não esperes para actuar!

Quarta-feira, 25 de Março de 2009
Objectivo 5: Melhorar a saúde materna

 

  • Meta 6: Reduzir em três quartos, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade materna.

 

"A probabilidade de morrer durante a gravidez é de 1 em 16 na África Subsariana, contra 1 em 3800 no mundo desenvolvido. Se uma mulher num país pobre consegue sobreviver, pode ainda assim estar sujeita a complicações pós-parto que ameaçam a sua saúde e a marginalizam ainda mais na sociedade. Uma saúde materna deficiente influencia negativamente outros ODM.

Estima-se que uma saúde e nutrição maternas deficientes estejam na origem de pelo menos 20% das doenças das crianças com menos de cinco anos (Objectivo 4). Em muitas sociedades, a mortalidade materna é uma consequência da condição social inferior das mulheres e da sua incapacidade de controlar a sua saúde reprodutiva – aumentando o risco de contraírem doenças sexualmente transmissíveis (incluindo o VIH, Objectivo 6).

A subalternização das mulheres na sociedade significa também que tenham mais probabilidade de sofrer de subnutrição, anemia e falta de saúde crónicas. Estes problemas de saúde aumentam os riscos da gravidez. No entanto, em sociedades patriarcais as mulheres são muitas vezes pressionadas para ser mães e ter vários filhos ainda muito jovens."

 

 



publicado por Mobiliza-te às 09:33
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Segunda-feira, 23 de Março de 2009
Objectivo 3: Promover a igualdade de género e a capacitação das mulheres

 

  • Meta 4: Eliminar a disparidade de género no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis de ensino, o mais tardar até 2015.

  

"As mulheres são cruciais em cada aspecto do desenvolvimento social e económico, mas muitas são impedidas de atingir o seu potencial. Mulheres empoderadas contribuem mais para as suas famílias e sociedades, ao ganharem um rendimento maior, promoverem a educação das suas crianças e ao saberem mais sobre cuidados de saúde. Deste modo são forças positivas para se alcançar todos os ODM.

As contribuições sociais e económicas das mulheres realçam os benefícios exponenciais que as mulheres letradas podem ter no desenvolvimento. Contudo, as mulheres usualmente não têm acesso igual à terra, têm de combater a discriminação social e familiar e ainda de lutar para ultrapassar barreiras no mercado de trabalho formal. As mulheres representam cerca de 70% dos 1,2 mil milhões de pessoas que vivem com menos de 75 cêntimos por dia. A muitas mulheres é vedado o envolvimento no processo político e por isso têm maior dificuldade em defender os seus direitos. Mulheres empoderadas politicamente têm maior probabilidade de conhecer e lutar pelos seus direitos e de eleger políticos favoráveis à igualdade de género.

Os cuidados de saúde de qualidade estão vedados a muitas mulheres. Melhorar o acesso a pessoal médico qualificado e a serviços de saúde reprodutiva pode salvar milhares de vidas de mães e prevenir complicações médicas."
 

 

 



publicado por Mobiliza-te às 11:20
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Domingo, 8 de Março de 2009
Declaração Universal dos Direitos da Mulher

Artigo I

A mulher nasce e vive igual ao homem em direitos. As distinções sociais não podem ser fundadas a não ser no bem comum.

 

Artigo II
A finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis da mulher e do homem: estes direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança, e sobretudo a resistência a opressão.

 

Artigo III
O princípio de toda soberania reside essencialmente na Nação, que não é nada mais do que a reunião do homem e da mulher: nenhum corpo, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que deles não emane expressamente.

 

Artigo IV
A liberdade e a justiça consistem em devolver tudo o que pertence a outrem; assim, os exercícios dos direitos naturais da mulher não encontra outros limites senão na tirania perpétua que o homem lhe opõe; estes limites devem ser reformados pelas leis da natureza e da razão.

 

Artigo V
As leis da natureza e da razão protegem a sociedade de todas as acções nocivas: tudo o que não for resguardado por essas leis sábias e divinas, não pode ser impedido e, ninguém pode ser constrangido a fazer aquilo a que elas não obriguem.

 

Artigo VI
A lei dever ser a expressão da vontade geral; todas as Cidadãs e Cidadãos devem contribuir pessoalmente ou através de seus representantes; à sua formação: todas as cidadãs e todos os cidadãos, sendo iguais aos seus olhos, devem ser igualmente admissíveis a todas as dignidade, lugares e empregos públicos, segundo suas capacidades e sem outras distinções, a não ser aquelas decorrentes de suas virtudes e de seus talentos.

 

Artigo VII
Não cabe excepção a nenhuma mulher; ela será acusada, presa e detida nos casos determinados pela Lei. As mulheres obedecem tanto quanto os homens a esta lei rigorosa.

 

Artigo VIII
A lei não deve estabelecer senão apenas estrita e evidentemente necessárias e ninguém pode ser punido a não ser em virtude de uma lei estabelecida e promulgada anteriormente ao delito e legalmente aplicada as mulheres.

 

Artigo IX
Toda mulher, sendo declarada culpada, deve submeter-se ao rigor exercido pela lei.

 

Artigo X
Ninguém deve ser hostilizado por suas opiniões, mesmo as fundamentais; a mulher tem o direito de subir ao cadafalso; ela deve igualmente ter o direito de subir à Tribuna; contanto que suas manifestações não perturbem a ordem pública estabelecida pela Lei.

 

Artigo XI
A livre comunicação dos pensamentos e das opiniões é um dos direitos os mais preciosos da mulher, pois esta liberdade assegura a legitimidade dos pais em relação aos filhos. Toda cidadã pode, portanto, dizer livremente, eu sou a mãe de uma criança que vos pertence, sem que um prejulgado bárbaro a force a dissular a verdade; cabe a ela responder pelo abuso a esta liberdade nos casos determinados pela Lei.

 

Artigo XII
A garantia dos Direitos da mulher e da cidadã necessita uma maior abrangência; esta garantia deve ser instituída para o benefício de todos e não para o interesse particular daquelas a que tal garantia é confiada.

 

Artigo XIII
Para a manutenção da força pública e para as despesas da administração, as contribuições da mulher e do homem são iguais; ela participa de todos os trabalhos enfadonhos, de todas as tarefas penosas; ela deve, portanto, ter a mesma participação na distribuição dos lugares, dos empregos, dos encargos, das dignidades e da indústria.

 

Artigo XIV
As Cidadãs e os Cidadãos têm o direito de contestar, por eles próprios e seus representantes, a necessidade da contribuição pública. As cidadãs podem aderir a isto através da admissão em uma divisão igual, não somente em relação à administração pública, e de determinar a quota, a repartição, a cobrança e a duração do imposto.

 

Artigo XV
A massa das mulheres integrada, pela contribuição, à massa dos homens, tem o direito de exigir a todo agente público prestação de contas de sua administração.

 

Artigo XVI
Toda sociedade, na qual a garantia dos direitos não e assegurada, nem a separação dos poderes determinada, não tem qualquer constituição; a constituição é nula, se a maioria dos indivíduos que compõe a Nação não cooperam à sua redacção.

 

Artigo XVII
As propriedades pertencem a todos os sexos, reunidos ou separados; constituem para cada um, um direito inviolável e sagrado; ninguém disto pode ser privado, pois representa verdadeiro património da natureza, a não ser nos casos de necessidade pública, legalmente constatada, em que se exige uma justa e prévia indemnização.

 

 

 

 

Mulher, desperta-te! A força da razão faz-se escutar em todo o Universo, reconhece os teus direitos!

 

 

O homem enquanto escravo multiplicou as suas forças e teve a necessidade de recorrer às da Mulher, para romper os ferros que o prendiam. Quando ficou finalmente livre, tornou-se injusto em relação à sua companheira.

 

 

 

Para que servem as Declarações afinal?

Basta de preconceitos, de fanatismos, de superstições e de mentiras! Basta!

 

 



publicado por Mobiliza-te às 22:06
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