Mobiliza-te!
Não mates a esperança, não esperes para actuar!

Domingo, 8 de Março de 2009
Declaração Universal dos Direitos da Mulher

Artigo I

A mulher nasce e vive igual ao homem em direitos. As distinções sociais não podem ser fundadas a não ser no bem comum.

 

Artigo II
A finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis da mulher e do homem: estes direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança, e sobretudo a resistência a opressão.

 

Artigo III
O princípio de toda soberania reside essencialmente na Nação, que não é nada mais do que a reunião do homem e da mulher: nenhum corpo, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que deles não emane expressamente.

 

Artigo IV
A liberdade e a justiça consistem em devolver tudo o que pertence a outrem; assim, os exercícios dos direitos naturais da mulher não encontra outros limites senão na tirania perpétua que o homem lhe opõe; estes limites devem ser reformados pelas leis da natureza e da razão.

 

Artigo V
As leis da natureza e da razão protegem a sociedade de todas as acções nocivas: tudo o que não for resguardado por essas leis sábias e divinas, não pode ser impedido e, ninguém pode ser constrangido a fazer aquilo a que elas não obriguem.

 

Artigo VI
A lei dever ser a expressão da vontade geral; todas as Cidadãs e Cidadãos devem contribuir pessoalmente ou através de seus representantes; à sua formação: todas as cidadãs e todos os cidadãos, sendo iguais aos seus olhos, devem ser igualmente admissíveis a todas as dignidade, lugares e empregos públicos, segundo suas capacidades e sem outras distinções, a não ser aquelas decorrentes de suas virtudes e de seus talentos.

 

Artigo VII
Não cabe excepção a nenhuma mulher; ela será acusada, presa e detida nos casos determinados pela Lei. As mulheres obedecem tanto quanto os homens a esta lei rigorosa.

 

Artigo VIII
A lei não deve estabelecer senão apenas estrita e evidentemente necessárias e ninguém pode ser punido a não ser em virtude de uma lei estabelecida e promulgada anteriormente ao delito e legalmente aplicada as mulheres.

 

Artigo IX
Toda mulher, sendo declarada culpada, deve submeter-se ao rigor exercido pela lei.

 

Artigo X
Ninguém deve ser hostilizado por suas opiniões, mesmo as fundamentais; a mulher tem o direito de subir ao cadafalso; ela deve igualmente ter o direito de subir à Tribuna; contanto que suas manifestações não perturbem a ordem pública estabelecida pela Lei.

 

Artigo XI
A livre comunicação dos pensamentos e das opiniões é um dos direitos os mais preciosos da mulher, pois esta liberdade assegura a legitimidade dos pais em relação aos filhos. Toda cidadã pode, portanto, dizer livremente, eu sou a mãe de uma criança que vos pertence, sem que um prejulgado bárbaro a force a dissular a verdade; cabe a ela responder pelo abuso a esta liberdade nos casos determinados pela Lei.

 

Artigo XII
A garantia dos Direitos da mulher e da cidadã necessita uma maior abrangência; esta garantia deve ser instituída para o benefício de todos e não para o interesse particular daquelas a que tal garantia é confiada.

 

Artigo XIII
Para a manutenção da força pública e para as despesas da administração, as contribuições da mulher e do homem são iguais; ela participa de todos os trabalhos enfadonhos, de todas as tarefas penosas; ela deve, portanto, ter a mesma participação na distribuição dos lugares, dos empregos, dos encargos, das dignidades e da indústria.

 

Artigo XIV
As Cidadãs e os Cidadãos têm o direito de contestar, por eles próprios e seus representantes, a necessidade da contribuição pública. As cidadãs podem aderir a isto através da admissão em uma divisão igual, não somente em relação à administração pública, e de determinar a quota, a repartição, a cobrança e a duração do imposto.

 

Artigo XV
A massa das mulheres integrada, pela contribuição, à massa dos homens, tem o direito de exigir a todo agente público prestação de contas de sua administração.

 

Artigo XVI
Toda sociedade, na qual a garantia dos direitos não e assegurada, nem a separação dos poderes determinada, não tem qualquer constituição; a constituição é nula, se a maioria dos indivíduos que compõe a Nação não cooperam à sua redacção.

 

Artigo XVII
As propriedades pertencem a todos os sexos, reunidos ou separados; constituem para cada um, um direito inviolável e sagrado; ninguém disto pode ser privado, pois representa verdadeiro património da natureza, a não ser nos casos de necessidade pública, legalmente constatada, em que se exige uma justa e prévia indemnização.

 

 

 

 

Mulher, desperta-te! A força da razão faz-se escutar em todo o Universo, reconhece os teus direitos!

 

 

O homem enquanto escravo multiplicou as suas forças e teve a necessidade de recorrer às da Mulher, para romper os ferros que o prendiam. Quando ficou finalmente livre, tornou-se injusto em relação à sua companheira.

 

 

 

Para que servem as Declarações afinal?

Basta de preconceitos, de fanatismos, de superstições e de mentiras! Basta!

 

 



publicado por Mobiliza-te às 22:06
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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
Acção de voluntariado pela Legião da Boa Vontade

Dois membros do grupo (a Diana e o Rui) participaram, no dia 16 do corrente mês, numa acção de voluntariado cujo objectivo era distribuir bens alimentares e agasalhos aos sem abrigo e pessoas a viver no limiar da pobreza no Porto. Por essa razão achámos que seria benéfico incluir o relatório que ambos realizaram:

 

"Nós, a Diana e o Rui, participámos numa acção de voluntariado promovida pela Legião da Boa Vontade, em que desde cedo nos avisaram que esta seria uma experiência de tal forma tocante que nunca a esqueceríamos.
Tudo começou com a preparação dos kits e do chocolate quente que, juntamente com a sopa já concebida e com alguma roupa e cobertores, seriam doados aos mais carênciados. Durante esta parte inicial também se encontravam presentes os restantes elementos do grupo, sendo que todas as ajudas eram bem-vindas. Aproveitou-se o momento para esclarecer determinadas questões com os voluntários de modo a não serem cometidos erros durante a ronda.
Chega a altura de se iniciar a viagem e com ela vem também o nervosismo. Não sabíamos o que nos esperava as horas seguintes que ainda se vislumbravam como incógnita, mas uma coisa era certa: esta noite ia mudar para sempre as nossas vidas e, principalmente, a nossa maneira de viver.
Bastou avistar os primeiros sem-abrigo para percebermos que aquilo não era a nossa realidade. Nós que nos achávamos tão cientes do mundo, que pretendíamos abrir os olhos aos que nos rodeiam pois acreditávamos que os nossos já estavam abertos, que conhecíamos a causa pela qual estávamos a lutar fomos surpreendidos de tal forma que nunca conseguiremos alcançar palavras suficientes para descrever tudo o que vimos, tudo o que sentimos, tudo o que vivemos naquelas míseras horas.
No final, quando a nossa parte estava terminada, continuando a haver muito para fazer por estas pessoas, existem várias coisas que fizemos questão de reter. Em primeiro lugar, ambos acreditamos que esta ronda nos aproximou inexplicavelmente de tudo o que se relaciona com a pobreza, algo que nunca iríamos conseguir teoricamente, sem actuar. Em segundo lugar, nem todos os necessitados reagiram bem às ajudas que receberam, chegando a ser muito brutos connosco e com os voluntários, mas apesar da revolta que nos causaram, nunca seremos ninguém para os julgar, pois com uma vida de tanto sofrimento é difícil demonstrar um pouco de gratidão, seja pelo que for. Assistimos também àqueles que se tentavam aproveitar da bondade dos outros, apoderando-se dos bens que são dados de modo a lucrarem com eles. Mas aquilo que ficará, o que nunca esqueceremos, serão os sorrisos, as palavras de agradecimento ou até um olhar esperançoso. Por fim, é importante realçar que assistimos a várias pessoas a ajudar os sem-abrigo, sem nenhuma instituição associada. É algo realmente fantástico e que mostra que, felizmente, ainda há quem esteja disposto a dar um pouco do seu tempo em prol dos outros que pouco ou nada têm com que retribuir.
Se precisássemos de resumir esta experiência numa simples frase seria “o que os olhos não vêem, o coração não sente”."
 
 

 

 

 

 



publicado por Mobiliza-te às 23:41
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